O caráter transfronteiriço da Administração pública, no setor dos transportes.

  A Administração Pública tem assistido a grandes mudanças no setor dos transportes, principalmente em virtude da crescente interdependência entre os Estados-Membros da União Europeia. Desta forma, a globalização e a necessidade de mobilidade tanto dentro do país, como além-fronteiras, exigem uma abordagem da Administração no setor dos transportes, de pessoas e mercadorias, cada vez mais transfronteiriça.

  Em Portugal, o Instituto de Mobilidade e Transportes, integrado na Administração indireta, para além de regular o setor de transportes nacionais, participa em várias iniciativas transnacionais, de forma a promover a integração e a coesão de Portugal na Europa e no mundo. Por exemplo, a sua participação na Rede Transeuropeia de Transportes, preceituada no Regulamento da União Europeia n.º 1315/2013, que pretende criar uma infraestrutura de transportes (ferrovias, rodovias, portos e aeroportos),  interligada por toda a União Europeia que prevê, até 2030, reduzir o tempo de viagem entre as cidades europeias até metade do tempo de transportes ferroviários.[1] Sendo portanto uma politica pública transfronteiriça, entre os estados-membros, que releva um grande interesse público, prometendo promover o bem estar dos cidadãos europeus. Desta forma, a cooperação entre as administrações publicas dos países é fundamental para que estes projetos e politicas públicas se tornem possíveis em torno do globo.

Carolina Sousa

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